"Como podemos nos entender (...), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?." (Pirandello).


domingo, 21 de novembro de 2010

Pirâmide de Maslow

Conforme a hierarquia das necessidades desenvolvida por Abraham Maslow, o comportamento humano pode ser explicado através de cinco níveis de necessidades. Estas necessidades são dispostas em ordem hierárquica.
Na base da pirâmide, encontra-se o grupo de necessidades que Maslow considera ser o mais básico, dos interesses fisiológicos e de sobrevivência. Este é o nível das necessidades fisiológicas.
O segundo nível é constituído pelas necessidades de segurança. Assim, ao serem atendidas as necessidades fisiológicas, a tendência natural do ser humano será se manter.
A seguir, quando obtida a segurança, surgem as necessidades de associar-se a outras pessoas - as necessidades sociais ou de associação. O passo seguinte é o da estima ou de “status”. Neste ponto estão as necessidades de reconhecimento e admiração. O nível mais alto da hierarquia está nas necessidades de auto-realização.



  • Necessidades Fisiológicas: Alimentação (água e comida), Respiração, Reprodução, Descanso, Vestimenta etc.
  • Necessidades de segurança: Segurança física pessoal, financeira, Saúde e bem-estar, Rede de proteção contra imprevistos.
  • Necessidades de Associação: Amizade, Intimidade (amigos íntimos, confidentes), Convivência social, Família, Organizações (clubes, entidades de classe, torcidas).
  • Necessidades de Estima: ser respeitado em busca de auto-estima e auto-respeito. Ser aceito e valorizado por si e pelos outros.
  • Necessidade de Auto-Realização: Realizar o potencial máximo. O indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser, explorando suas possibilidades.

A idéia da hierarquia da necessidades humanas é utilizada em várias áreas do conhecimento, por exemplo, na gestão de pessoas, quanto ao desenvolvimento de ferramentas para motivação dos empregados.

Escrito com base no texto de autoria de Adelice Leite de Godoy (CEDET – Centro de Desenvolvimento Profissional e Tecnológico - www.cedet.com.br).

sábado, 20 de novembro de 2010

O Imperativo Tecnológico

Atualmente é difícil encontrar alguém que não tenha qualquer "intimidade" com a tecnologia da informação. Pesquisamos na internet, nos comunicamos através de e-mail, conversamos com os amigos pelo MSN e encontramos velhos amigos através do Orkut. Seja para o lazer ou para o trabalho a informática é uma realidade e uma necessidade.
Encontrei uma tirinha na web que é bem interessante:

Retirado do blog: http://www.blogporta80.com.br/category/humor/comics/

Conhecer o básico de aplicativos para edição de textos, planilhas, apresentações e banco de dados; navegação na Web, entre outros é fundamental para uma colocação no mercado de trabalho.
Mas não podemos esquecer o básico: redação, ortografia, concordâncias verbal e nominal etc.

Impostos no Brasil

As regras tributárias no Brasil baseiam-se nos artigos 155 e 156, da Constituição da República de 1988. Nestes artigos está definido quem pode criar impostos, taxas e contribuições de melhoria, e estão contidas no Código Tributário Nacional - CTN (Lei 5.172/1966).

Os principais impostos vigentes no Brasil são:

IMPOSTOS FEDERAIS
Imposto de Renda (IR) - Se divide em: Imposto sobre a renda de pessoas físicas - IRPF e Imposto sobre a renda de pessoas Jurídicas – IRPJ. Seu fato gerador é aquisição de disponibilidade econômica (renda), como fruto do capital e do trabalho e sobre proventos de qualquer natureza.
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) - incide sobre operações de industrialização de produtos (segundo a legislação: industrializado é o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou finalidade, ou o aperfeiçoamento para o consumo).
Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (II) – incide sobre a entrada de produtos estrangeiros no território nacional. A base de cálculo geralmente é o preço da importação (produto mais frete).
Imposto sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados (IE) – o fato gerador é a saída de produtos nacionais do território brasileiro.
Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) – incide em contratos de crédito (como o do cheque especial), de câmbio e de seguros e a base de cálculo é o valor da operação.
Contribuição ao Programa de Integração Social (PIS) – é uma contribuição social destinada ao financiamento do Programa de Integração Social (fundo para formação do patrimônio dos trabalhadores, gerido pela Caixa Econômica Federal). A base de cálculo é o faturamento das empresas.
IMPOSTOS ESTADUAIS OU DISTRITAIS
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) - incide sobre mercadorias, sobre transporte, comunicações e energia. A hipótese de incidência depende da legislação de cada estado.
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) - a base de cálculo é o valor do veículo.
Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e por Doação de Quaisquer Bens e Direitos (ITCMD) - O fato gerador é toda transmissão de bem ou direito a título gratuito, por causa mortis (herança) ou ato inter vivos (doação).

IMPOSTOS MUNICIPAIS
ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - incide sobre todos os demais serviços não alcançados pelo ICMS.
IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana. Tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel (terrenos ou construções), localizado na zona urbana do Município. A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.
ITBI - Imposto sobre transmissão de bens imóveis - incide sobre a transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de garantia e a cessão de direitos relativos às referidas transmissões.
Existem outros impostos que não foram citados.

sábado, 13 de novembro de 2010

Qual é a sua janela?

Tenho uma amiga que costuma dizer que cada pessoa enxerga a si mesma e aos outros através de uma janela, daí ser possível opiniões e percepções divergentes sobre o caráter ou personalidade de uma única pessoa. Por exemplo, todo mundo conhece alguém que vive criticando uma determinada atitude e ao mesmo tempo faz a mesma coisa que tanto condena nos outros. É como se ela não "enxergasse" que faz extamente igual ao outro.
É a tal da janela, cada um olhando para a mesma coisa por uma janela diferente.
Então, é comum vermos que todos a nossa volta pensam e querem paz, respeito, consideração, entre outras coisas. Mas o que nós mesmos fazemos pelo outro? Destinamos respeito ou consideração? Buscamos paz nas nossas atitudes diárias?
A educação no Brasil está decadente. E eu, na realização do meu trabalho em sala de aula, contribuo para este quadro?
A saúde pública é caso de polícia. E eu, quando atendo um paciente no posto de saúde, estou contribuindo para reforçar esta situação?
O transporte coletivo não atende a população. Eu sou motorista de ônibus e não paro para estudantes, nem para idosos.
Não há educação no trânsito. Quando eu estou dirigindo avanço sinais, paro na faixa de pedestres e não dou a preferência.
Eu faço um monte de coisas que divergem do meu discurso, do que eu digo que creio ser certo. Portanto, preciso procurar uma janela mais límpida e honesta para olhar a mim mesma.
Espero ter a coragem necessária para isso.

domingo, 24 de outubro de 2010

Mineiros no Brasil: Sem resgate - O Globo

Enquanto o mundo comemora o resgate dos mineiros no Chile, trabalhadores ainda morrem nas minas brasileiras.
Leiam a reportagem no jornal O Globo:
Mineiros no Brasil: Sem resgate - O Globo

sábado, 23 de outubro de 2010

O que é Verdade?

Três diferentes concepções da verdade serviram de alicerce para a construção da concepção da verdade ocidental, tal qual a conhecemos, são elas a concepção grega, a latina e a hebraica.

Para a concepção grega verdade é aquilo que não é esquecido ou não-escondido e não-dissimulado, neste sentido, "a verdade é que vemos numa contemplação, o que se manifesta ou se mostra para os olhos do corpo ou espírito". Alétheia é a palavra grega utilizada para se referir à verdade, sendo composta do prefixo a (negação) e de léthe (esquecimento) e significa "o não- esquecido". A verdade em grego se refere às próprias coisas, ao modo como elas se manifestam diante a intelectualidade humana, é a manifestação da realidade em oposição ao que se esconde ou dissimula sua aparência, o que aparenta ser e não é – escondido ou dissimulado.

Para a concepção latina a verdade trata da precisão com que um ser ou acontecimento é relatado. Verdadeiro é o enunciado "no qual se diz com detalhes, pormenores e fidelidade o que realmente aconteceu". No latim veritas corresponde à verdade, referindo-se ao rigor e exatidão de um relato. A verdade no latim diz respeito ao enunciado e não às próprias coisas ou fatos, é relacionada à linguagem e depende tanto da memória e acuidade mental de quem fala, quanto da fidedignidade do que se relata. Está em oposição à mentira e a falsificação, já que as coisas ou fatos podem ser considerados reais ou imaginários, enquanto o que se diz sobre eles são verdades ou falsidades.

Na concepção hebraica, a verdade se relaciona com alguém (humano ou Deus) e a espera de que a promessa ou pacto assumido será cumprido ou acontecerá. Verdade em hebraico é emunah, que significa confiança. E verdadeiro designa as pessoas ou Deus que são fiéis a palavra empenhada, são os que não traem a confiança. "A verdade é uma crença fundada na esperança e na confiança em uma promessa", estando, portanto ligada ao porvir, ao que será ou virá. No hebraico, a revelação divina é a forma da verdade mais elevada, enquanto a profecia representa a sua expressão mais perfeita.

A síntese destas concepções originou a nossa concepção da verdade, que se apresenta tanto para designar a percepção das coisas reais, como se manifestam ao intelecto humano, no agora; quanto à linguagem que enuncia acontecimentos passados; e, também o futuro, que será ou acontecerá conforme o prometido. Ao se referir à própria realidade (alétheia), à linguagem (veritas) e a confiança-esperança (emunah), a nossa concepção abrange o que é, o que foi e o que será.
* Resumo do texto As Concepções da Verdade, extraído de Marilena Chaui. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2003, p. 95-97.