"Como podemos nos entender (...), se nas palavras que digo coloco o sentido e o valor das coisas como se encontram dentro de mim; enquanto quem as escuta inevitavelmente as assume com o sentido e o valor que têm para si, do mundo que tem dentro de si?." (Pirandello).


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domingo, 17 de junho de 2012

Perícia aponta mentira de Thor e imprudência de Luciano Huck

Filho do homem mais rico do Brasil tentou comandar, pelo Twitter, um inquérito policial sobre a morte do ciclista pobre, o apresentador Luciano Huck inocentou o bilionário antes de ter elementos para julgar; Eike Batista, por sua vez, lamentou a perda do brinquedinho; e agora?

Leia na íntegra no blog do Noblat, do jornal OGlobo, clicando aqui.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ctrl C + Ctrl V

Trabalho escolar pode se tornar um problema.

Os alunos raras vezes são estimulados a produzir seus próprios textos. Acostumam-se a reproduzir conteúdos e ideias, nem sempre são capazes de emitir uma opinião pessoal sobre algum tema.


Quando chega o momento de elaborar um trabalho escolar, entra em cena a internet, as ferramentas de busca e o "Ctrl C + Ctrl V". Nem é preciso ler o que será entregue ao professor, se o texto está coerente, se faz sentido, se concordam com o que está escrito. Para quê?


O pior é quando o aluno sequer tenta montar o "frankenstein", simplesmente imprime o primeiro trabalho pronto que encontra na sua busca pela internet e entrega na maior "cara dura", como se fosse a sua obra prima.


Quando vem a nota - um ponto, dos dez que valia, pelo trabalho de imprimir e entregar ao professor, já que foram gastos tinta e sola de sapato para ir à escola, o aluno se sente injustiçado, argumenta que merecia uma nota melhor e afirma que vai reclamar de sua situação em instâncias superiores.


O que o aluno não percebe é que o professor está sendo mais do que legal com ele, pois se fosse para causar um real prejuízo, seria mais eficiente seguir para a Delegacia de Polícia mais próxima, com a prova do crime (no caso, o trabalho) em mãos e registrar queixa-crime por violação de direito autoral.


Não acreditam que se trata de um crime? Confiram no Código Penal, clicando aqui.


Escrever não é tão difícil quanto pode parecer e se não começarmos com as primeiras tentativas, nunca saberemos do que somos capazes de produzir.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Animais Abandonados: Um Problema Ambiental

O abandono de animais domésticos, especificamente cães e gatos, sem raça definida (mais conhecido como vira-lata) deve ser considerado um problema ambiental.



É possível apontar duas origens para o problema: o primeiro gerado por pessoas que "adotam" o animal enquanto filhote (fofinho, engraçadinho e principalmente pequenininho) e depois percebem que o mesmo ficou grande demais, dá trabalho e despesas demais e até mesmo não possui o comportamento "esperado" ou para o qual foi "educado", e aí a solução dada é abandonar o animal à própria sorte.


Por outro lado, não há uma política pública eficiente para castração dos animais, daí os que já estão nas ruas tendem a se multiplicar, principalmente gatos, que não atraem tanta simpatia das pessoas quanto os cachorros. Os abrigos existentes não possuem infra-estrutura adequada e se mantém geralmente com recursos próprios e doações, de tal sorte que na prática os animais ali deixados acabam em uma condição de vida inadequada.


Na rua esses animais servem como vetores de doenças, tais como a raiva, sarnas e até micoses. Também estão expostos a riscos de crueldade e maus-tratos (se ateiam fogo em mendigos, espancam domésticas por confundi-las com prostitutas, o que não dizer do que é feito aos animais?), atropelamentos em vias públicas e toda a sorte de infortúnios.


Em que pese à existência de leis que garantem os direitos dos animais contra crueldade, abandono e maus-tratos, estamos longe de ver cumprir a lei. Podemos considerar que a mobilização social nesse sentido é quase zero.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Aos Novos Alunos

Meus queridos o blog está desatualizado, mas não abandonado.

Espero que os novos alunos participem, porque os antigos... :)

Assim que possível retomarei com novos posts. Não deixem de comentar e sugerir assuntos.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Relato de um acidente de trabalho

Esta é uma história real. Infelizmente.
Na sexta (dia 03/12/10), em um prédio na Av. Rio Branco, um grupo de trabalhadores realizava o serviço de retirada de sucata, da reforma que estava em andamento.
As atividades eram realizadas sem qualquer proteção, homens de bermuda, camiseta e chinelo, transportavam pedaços do velho elevador - na mão, porque o muquirana (para não dizer outra coisa) do patrão foi incapaz de disponibilizar sequer um carrinho-de-mão.
Por volta das 10h da manhã, o inevitável aconteceu: um acidente de trabalho. Uma das peças do elevador caiu sobre o pé de um dos trabalhadores, causando um inchaço. O rapaz (aparentando uns 18 anos) se viu impossibilitado de tocar o chão com o pé, tamanha era a dor.
Sob orientação dos colegas, o rapaz entrou em contato com o dono da empresa, para o qual prestava serviço e avisou a ocorrência. O patrão pediu que o empregado esperasse no local, pois o conduziria para atendimento médico. Atentem que era em torno das 10 da manhã.
Ao meio dia o acidentado ainda estava sentado na entrada do prédio, aguardando o socorro (talvez fosse mais eficiente ligar para o SAMU). Convidado à almoçar, recusou - não recebia VR ou qualquer ajuda de custo, e, como explicou, acreditou que terminaria o serviço cedo e voltaria para casa a tempo de almoçar - por isso não levou marmita, como de costume.
A solidariedade dos colegas pagou o almoço. Todos contribuíram e compraram uma quentinha. O almoço foi na calçada da Av. Rio Branco, à espera do patrão.
Ah, o patrão, já ia me esquecendo. Ele chegou ao socorro do acidentando às 15 h (isso mesmo, 5 horas depois). Com uma camisa onde se lia "100% Jesus" (não é piada), acompanhado de uma moça, provavelmente esposa, noiva ou namorada. A essa altura a revolta era geral, ele foi vaiado e chingado.
Não sei como está o trabalhador. O patrão foi embora coagido e um dos colegas de trabalho viabilizou o transporte até um hospital. Quando eu tiver notícias compartilho.
Em tempo: o acidentado era um prestador de serviço, de uma empresa contratada apenas para retirar a sucata da obra, os colegas que quase bateram no patrão eram todos empregados de outras empresas, também prestadoras de serviço.
Sobre a inscrição na camisa do suposto cristão escreverei noutra ocasião.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cursos Técnicos

Na juventude surgem várias dúvidas sobre qual rumo dar a vida, e neste cenário se impõe a escolha profissional. Poucos são os que podem se dar ao luxo de ingressar numa universidade pública com dedicação integral e apoio financeiro dos pais, a maioria dos jovens precisa encarar o mercado de trabalho muito cedo e aí o estudo assume um plano secundário.
Uma alternativa é a formação de nível técnico - em concomitância com o ensino médio (cursados juntos) ou como pós-médio (cursado após o término do ensino médio). É uma profissionalização. O técnico possui autonomia de trabalho; algumas carreiras, salário mínimo profissional; registro em entidade de classe etc. Entre os mais conhecidos estão os Técnicos em Enfermagem e em Contabilidade. Na "moda" está o Técnico em Segurança do Trabalho. Com calma, falarei um pouco sobre alguns cursos técnicos nos próximos posts.
Mas quais são os cursos técnicos existentes no Brasil?
O MEC disponibiliza o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (atualizado em junho de 2008). Para acessá-lo clique aqui.
Nem todas as unidades da federação possuem todos os cursos, por exemplo, alguns cursos da área industrial, só existem em São Paulo. Além do mais, a formação técnica deve ser encarada como um primeiro passo, como uma chave para a porta mercado de trabalho, mas não um fim em si. O aperfeiçoamento profissional e a continuidade da formação acadêmica deve ser uma constante.
O Curso Técnico prepara para o mercado de trabalho, por assim dizer, ensina como fazer. A continuidade dos estudos prepara para a vida, ensina porquê fazer. Saber fazer é uma coisa, pensar porque fazer é outra.

Lidar com o outro

Uma situação comum é a do aluno que não está satisfeito com o atuar do professor em sala da aula. Ora porque considera o professor muito rigoroso, ora porque acredita que ele deveria ser mais rigoroso (raros alunos pensam assim :) ). Alguns alunos se sentem incompreendidos, injustiçados ou prejudicados pela avaliação do professor. Há alunos que criticam a didática, ou a falta de conteúdo. Bem, a lista das reclamações é grande.
Já recebi críticas ao meu trabalho e até ao trabalho de colegas e sempre tenho o mesmo a dizer.
Primeiro, quando estamos insatisfeitos precisamos identificar claramente o que nos incomodou: o fato ou situação objetiva; daí devemos conversar diretamente com a pessoa que nos desagradou, expondo as razões e sentimentos envolvidos no acontecimento. Sempre com fundamentos lógicos, embora tenhamos que falar sobre como nos sentimos. Até porque o que para um pode ser uma ofensa, para outro não. Então devemos deixar claro como nos sentimos em relação ao evento.
Muitas vezes, creio que na maioria das vezes, os erros são cometidos nas tentativas de acerto. Ou seja, eu erro na crença de que estou fazendo certo. E se não damos a conhecer o erro, como podemos esperar que o outro acerte?
Não é fácil apontar para os outros os seus erros, muito menos aceitarmos que apontem os nossos, mas com jeito, educação e consideração, a relação aluno - professor pode ser construída e reconstruída ao longo da jornada acadêmica, com mais acertos do que falhas.
A escola é o ensaio geral para a vida e nas relações profissionais também existem pessoas errando (ou querendo acertar) e outras se sentindo prejudicadas. Criar coragem para conversar com o professor é o primeiro passo para no futuro haver segurança para conversar com um colega de trabalho ou superior hierárquico.
O que não pode ser feito jamais é ficarmos pelos corredores criticando o trabalho de quem quer que seja. Como diz um amigo: "só erra quem tenta fazer".

domingo, 28 de novembro de 2010

E a Polícia volta a ser o mocinho...

Os cariocas estão vivendo um momento histórico (segundo a imprensa) no combate ao narcotráfico. A todo o momento as principais emissoras de TV veiculam imagens e informações sobre os confrontos na cidade "maravilhosa".
Ontem eu vi um comboio com diversos carros policiais (aparentemente civis e militares) fortemente armados e confesso que senti orgulho. No momento comentei com minha filha: "- Só assim para a Polícia voltar a ser herói."
Pois é. Nós cariocas conhecemos e vivemos inúmeros exemplos de corrupção, abuso de poder e ineficiência da polícia. E ninguém liga para o disque denúncia, porque acima de tudo temos medo dessa polícia e certeza da impunidade. Os noticiários estão cheios dos mesmos exemplos.
E foi preciso o caos, a violência, o medo, o impacto na rotina, enfim a audácia dos bandidos para a Polícia assumir o papel que jamais deveria ter abandonado: o de mocinho.
Agora não tenhamos falsas esperanças porque a bandidagem carioca não se resume a comunidade do Alemão. Os bandidos se movimentam intensamente. Na zona oeste do Rio comunidades de Santa Cruz, por exemplo, ainda estão sob o controle total do narcotráfico e há muito tempo servem de porto seguro para bandidos "expulsos" de locais "pacificados" pelas UPP's ou dominados pelas milícias.
E ainda temos o problema das milícias... O trabalho para trazer de volta a segurança no Rio é árduo e espero que esteja apenas começando.

sábado, 20 de novembro de 2010

O Imperativo Tecnológico

Atualmente é difícil encontrar alguém que não tenha qualquer "intimidade" com a tecnologia da informação. Pesquisamos na internet, nos comunicamos através de e-mail, conversamos com os amigos pelo MSN e encontramos velhos amigos através do Orkut. Seja para o lazer ou para o trabalho a informática é uma realidade e uma necessidade.
Encontrei uma tirinha na web que é bem interessante:

Retirado do blog: http://www.blogporta80.com.br/category/humor/comics/

Conhecer o básico de aplicativos para edição de textos, planilhas, apresentações e banco de dados; navegação na Web, entre outros é fundamental para uma colocação no mercado de trabalho.
Mas não podemos esquecer o básico: redação, ortografia, concordâncias verbal e nominal etc.

sábado, 13 de novembro de 2010

Qual é a sua janela?

Tenho uma amiga que costuma dizer que cada pessoa enxerga a si mesma e aos outros através de uma janela, daí ser possível opiniões e percepções divergentes sobre o caráter ou personalidade de uma única pessoa. Por exemplo, todo mundo conhece alguém que vive criticando uma determinada atitude e ao mesmo tempo faz a mesma coisa que tanto condena nos outros. É como se ela não "enxergasse" que faz extamente igual ao outro.
É a tal da janela, cada um olhando para a mesma coisa por uma janela diferente.
Então, é comum vermos que todos a nossa volta pensam e querem paz, respeito, consideração, entre outras coisas. Mas o que nós mesmos fazemos pelo outro? Destinamos respeito ou consideração? Buscamos paz nas nossas atitudes diárias?
A educação no Brasil está decadente. E eu, na realização do meu trabalho em sala de aula, contribuo para este quadro?
A saúde pública é caso de polícia. E eu, quando atendo um paciente no posto de saúde, estou contribuindo para reforçar esta situação?
O transporte coletivo não atende a população. Eu sou motorista de ônibus e não paro para estudantes, nem para idosos.
Não há educação no trânsito. Quando eu estou dirigindo avanço sinais, paro na faixa de pedestres e não dou a preferência.
Eu faço um monte de coisas que divergem do meu discurso, do que eu digo que creio ser certo. Portanto, preciso procurar uma janela mais límpida e honesta para olhar a mim mesma.
Espero ter a coragem necessária para isso.

domingo, 5 de setembro de 2010

Diálogo

Creio que a maioria dos meus alunos e amigos sabem que deixei o exercício de uma atividade profissional para me dedicar a lecionar. Muito já meditei sobre esta opção, não que haja qualquer arrependimento, ao contrário, lecionar "mesmo quando é ruim, é bom!", ou seja, nunca é ruim e foi uma das escolhas mais acertadas da minha vida.
E nestas meditações percebi que o bacana do magistério é o diálogo, é fazer parte de um processo onde tento ensinar e certamente consigo aprender, onde compartilho vivências, medos e expectativas com os mais variados tipos de pessoas, jovens e nem tão jovens (assim como eu, rs). O bom é o diálogo.
Aqui no blog, em que pese as estatísticas de acesso, não recebo nenhum comentário sobre o que ando publicando (sejam meus textos ou matérias buscadas na web) e acaba por virar um monólogo chato, onde eu não tenho idéia se estou levando assuntos interessantes ou não. Gostaria de saber se os leitores concordam ou não com as colocações do blog, se possuem algum assunto interessante para abordarmos e acima de tudo suas opiniões.
Estou solitária no blog. Então, podem me ajudar a construir um diálogo?

domingo, 15 de agosto de 2010

Falta de Educação no Trânsito

Falta de Educação já uma circunstância altamente irritante. Falta de educação no trânsito, além de irritar oferece risco de morte, tanto pela pontecialidade de acidente, quanto pelo risco de levar uma barra de ferro na cara, ou mesmo um tiro.
Este post poderia seguir uma das duas linhas: a falta de educação pura e simples que não gera maiores aborrecimentos do que a comum irritação da vida moderna ou a violência no trânsito. Tentarei falar um pouco das duas coisas.
Pelo amor de Deus, ou mesmo que você não acredite em Deus, tanto faz. Mas, descarregar uma pistola e matar um pai na frente dos filhos porque ele bateu na bosta de um retrovisor? Matar um jovem porque ele esbarrou na moça com um bebê no ônibus? Matar por matar? Foi-se o tempo em que a gente não queria levar desaforo para casa, agora é melhor levar o desaforo do que jamais voltar para casa. E ainda tem gente que acha que os povos indígenas são selvagens.
Experimenta atravessar pela faixa de pedestre com o sinal prestes a abrir. Se você não for um atleta dos 100 metros rasos corre o risco de ser atropelado. Parece a largada de uma corrida onde o sinal verde é a bandeirada e você, você na faixa de pedestre não é nada, meu amigo. Bem, dizem que isso é o Rio de Janeiro, que em algumas outras cidades do país isso não ocorre. Pode ser. Mas o fato é que eu, como pedestre que sou, já estou treinando na esteira para não fazer feio quando o sinal abrir e eu, por uma imprudência, esteja bem no meio da faixa.
Sem mencionar os motoristas que param bem na faixa de pedestre, ora, não ensinam na auto-escola que se o trânsito a frente estiver parado, você deve esperar com o seu automóvel atrás da faixa e só seguir quando estiver livre, sem o risco de empacar bem em cima da faixa? Nem precisaria ensinar, bastaria o bom-senso. Falta de bom-senso merece um post próprio.
Para pegar a condução do meu trabalho faço uma pequena caminhada, onde atravesso por três sinais de trânsito, melhor eu ir dormir para estar preparada para os 100 metros rasos.
E por favor, não esqueçam que em outubro teremos mais uma chance de tentar mudar este país do qual sempre reclamamos, mas pelo qual muito pouco fazemos.

sábado, 7 de agosto de 2010

TV Cultura e a falta de transparência, Ale Rocha via Yahoo! Colunistas

TV Cultura e a falta de transparência, Ale Rocha via Yahoo! Colunistas:

" Notícias sobre demissões em massa e extinção de programas revelam falta de cuidado e transparência no provável desmanche da emissora pública paulista."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ciclistas e as leis de trânsito

Vamos atravessar uma avenida, caminhamos até a faixa de pedestres mais próxima, aguardamos o sinal fechar para os veículos e finalmente caminhamos em direção a outra calçada. E eis que, vindo sabe Deus da onde, um ciclista avança com tudo, quase nos atropela e ainda grita: "-Não olha por onde anda, não?" Parece até que a "culpa" é mesmo sua.
Esta situação é mais comum do que se imagina, ainda mais na zona oeste do Rio (estou excluindo a Barra da Tijuca e adjacências, que particularmente considero como parte da zona "sudoeste" do Rio), que possui raríssimas ciclovias e em mau estado de conservação. As bicicletas seguem pelas ruas como se fossem veículos auto-motores, mas sem considerar qualquer norma de trânsito.
Ocorre que as bicicletas e o seu tráfego pelas ruas estão regulados pelo Código de Trânsito Brasileiro, conforme abaixo:

"Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa. "

Ou seja: existe mão e contra-mão para os ciclistas.

"Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres."

Em miúdos: montado na bicicleta o ciclista NÃO se compara ao pedestre.

"Art. 96. Os veículos classificam-se em:

I - quanto à tração:
a) automotor;
b) elétrico;
c) de propulsão humana;
d) de tração animal;
e) reboque ou semi-reboque;

II - quanto à espécie:
a) de passageiros:
1 - bicicleta;
2 - ciclomotor;
3 - motoneta;
4 - motocicleta;
5 - triciclo;
6 - quadriciclo;
7 - automóvel;
8 - microônibus;
9 - ônibus;
10 - bonde;
11 - reboque ou semi-reboque;
12 - charrete;
(...)"

Está textualmente escrito no Código de Trânsito que a bicicleta é uma espécie de veículo.

"Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
Infração - média;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa."

É uma pena que as sanções previstas sejam mais uma daquelas normas que costumamos dizer que "não pegou", porque eu jamais ouvi falar de um ciclista que tenha sido multado por "direção agressiva".

Ciclistas que ameaçam a minha integridade física por desobedecerem a legislação de trânsito me irritam.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Formatura Hoje

Estive ausente do blog, mas agora que estamos de férias (da escola pelo menos) terei mais tempo para postar.
Hoje foi a formatura das turmas do pós-médio (Administração, Contabilidade e Enfermagem do Trabalho) que começaram no meio do ano passado. Uma pena que o pessoal da Contabilidade não tenha comparecido, creio que tenham seus motivos e os respeito. Vou sentir saudades.
Valeu pela oportunidade de convivência, pela amizade, por tudo.
Ganhei um presentinho e uma folhinha com uma homenagem "aos professores". Amei:
"... Trago-te um recado de muita gente.
Houve gente que praticou uma boa ação,
Manda dizer-te que foi porque
Teu exemplo convenceu.
Houve alguém que venceu na vida,
E manda dizer-te que foi porque
Tuas lições permaneceram
E houve mais alguém que superou a dor,
E manda dizer-te que foi a lembrança
De tua coragem que ajudou..."
Obrigada.

domingo, 27 de junho de 2010

Se não tem casinha vai na rua mesmo?

Eis uma coisa irritante: ser obrigado a testemunhar alguém urinando na rua.

Será que é irritante só para as mulheres, ou alguns homens se irritam também? Preciso crer no melhor da humanidade e aceitar como verdadeira a segunda opção.

Você está na companhia de uma criança do sexo feminino e ao dobrar a esquina dá de cara com um educadíssimo e distinto senhor com as partes íntimas expostas atendendo ao chamado da natureza. E aí? Constrangedor não é mesmo? Só se for para a "platéia", porque jamais percebi homem algum constrangido por ser flagrado nesta situação, aliás, parece até que é a coisa mais normal do mundo.

Mulheres também urinam na rua? Sim. Certamente. Mas nem de longe se compara a freqüência com que os homens o fazem. É só comparar a fila do toilette feminino e masculino em qualquer shopping. Não venham argumentar que as mulheres demoram mais no banheiro, porque esta desculpa não cola. Creio que alguns marmanjos se sentem até mais a vontade para fazer o serviço no estacionamento do shopping do que no banheiro - força do hábito.

Ouvi dizer que é um traço característico do carioca, de fato, conheço paulistanos e gaúchos (usei estes como exemplo porque sempre estamos fazendo piadinhas sobre eles) e não é que eles realmente não regam as plantas, postes e cantinhos da rua?

E por falar em plantas. Como elas sofrem. E as construções? Algumas já estão com problemas estruturais por conta do excesso de uréia...

Para quem não sabe, em que pese o horrendo costume, a prática pode ser considerada crime de ato obsceno:

"Art. 233 - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa." (Código Penal Brasileiro).

Ao que tudo indica a prefeitura carioca vem atuando para coibir/educar os praticantes, pois no último Carnaval algumas pessoas foram detidas ao serem flagradas urinando na rua.

É... há luz no final do túnel.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu sou chata.

Devo reconhecer: eu sou chata. Simples, sem firula, sem enganação: sou chata. Creio que lembro o personagem "Saraiva": "- Comigo, é tolerância zero!".
Falta de educação me irrita. Falta de respeito me irrita. Falta de bom senso me irrita. Muitas outras coisas me irritam e para ficar menos irritada vou começar uma série de post's sobre coisas irritantes. Tentarei intercalar com outros assuntos para não irritá-los também.
E sabe do que mais? Muitas atitudes e comportamentos que nós consideramos como falta de educação, respeito ou bom senso são na verdade ilícitos, ilegalidades e, em algumas circunstâncias, até mesmo crimes.
Você urina na rua? Quando passeia de bicicleta respeita os sinais de trânsito? Solta balões? Chuta cachorro na rua? Joga filhotes de gato pelo muro a dentro da sua vizinha? Cede o seu lugar na condução para idosos, gestantes e afins? Oferece ajuda para carregar a bolsa de alguém? Devolve o troco que lhe foi entregue a maior? Tenta entrar no elevador antes que as pessoas consigam sair dele? Faz isso no metrô e no trem também? Ouve música no seu celular em qualquer lugar, sem fone de ouvido?
Estou começando a ficar irritada.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Entrevista com Teólogo Leonardo Boff sobre o Papa Bento XVI e a Igreja Católica

Não quero criar polêmicas.

Para nos posicionarmos no mundo criticamente é preciso conhecermos, lermos, questionarmos, ou como diria um professor de Filosofia: "Temos uma atitude filosófica" diante da vida. É isso.

Por diversas vezes ouvi falar sobre Leonardo Boff e conhecia sua obra (creio que muitos também já ouviram falar): A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana, embora jamais a tenha lido. Ele é autor de várias obras e um pensador muito ativo no cenário atual.

Folheando uma revista me deparei com uma entrevista que considerei muito interessante e despertou minha curiosidade sobre a vida e obra deste autor. Naveguei neste vasto oceano e localizei a entrevista para compartilhar com vocês. Comentem suas impressões, por favor.

Confiram a entrevista no site da Revista Isto É.

Pesquisando na Web achei um site sobre o Leonardo Boff, se quiserem conferir cliquem aqui.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sobre a Cidadania

É comum utilizarmos a palavra "cidadania" para designar o conjunto de direitos e obrigações de uma pessoa como membro do corpo social. Daí, o entendimento de que ser cidadão é se privar de jogar lixo na rua, respeitar o sinal de trânsito, ceder o lugar no ônibus para o idoso etc. Há quem diga que agradecer, se desculpar e dizer "por favor" são atitudes de cidadania.

Cidadania e educação são coisas distintas...

Segundo o Dicionário Aurélio (1):
"Cidadania. Condição de cidadão". "Cidadão. 1. Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. 2. Indivíduo, sujeito".
"Educação. 1. Ato ou efeito de educar(-se). 2. Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano. 3. Civilidade, polidez."

Para o Direito, cidadania compreende o pleno exercício dos direitos de participar da vida política do Estado. É o conjunto dos direitos políticos de que goza a pessoa natural e que permite a intervenção do indivíduo na gestão dos assuntos públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, através do voto e através do exercício de cargo público (sendo votado, eleito). Cidadão é o indivíduo em pleno gozo dos direitos de cidadania. "Cidadão. Indivíduo no gozo de seus direitos civis e políticos ou no desempenho de seus deveres para com o Estado. (CF arts. 12, §3º; 14;15)" (2)
Para votarmos e sermos votados é necessário possuirmos um título de eleitor, portanto, podemos concluir que cidadão, para o Direito, é somente o possuidor de tal documento. Menores de 16 anos, pessoas inelegíveis, o analfabeto que não se alistou eleitoralmente etc. não possuem o pleno exercício dos direitos de cidadania.
Há ainda uma hipótese: a questão do preso. O condenado criminal (aquele cuja sentença penal transitou em julgado - diferente do preso que aguarda julgamento) não pode votar (e obviamente não pode se candidatar) enquanto durar os efeitos da condenação (CR/88, art.15, III).
Por certo, o conceito de cidadania deve ser entendido de forma mais ampla do que simplesmente o direito de votar (que também é uma obrigação) e ser votado, mas também não deve ser confundido com ser educado ou simplesmente cumpridor de suas obrigações civis.

(1) FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI Escolar: O minidicionário da língua portuguesa. 4.ed. rev amp. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 153 e 251.

(2) PAULO, Antonio de (Organizador). Pequeno Dicionário Jurídico. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. p.73.

"Seja um cidadão, não seja um cidatino" - Estava escrito numa placa aqui perto de casa.

domingo, 30 de maio de 2010

Desafio dos Quadros: Erros históricos do Brasil

No site da Revista Super Interessante é possível fazer um teste (pura distração) e ao mesmo tempo aprender sobre História do Brasil, verificando os erros presentes nas pinturas que retratam momentos históricos do nosso país.

Vale a pena dar uma olhada:

Desafio dos Quadros: Erros históricos do Brasil

Saber nunca é demais...